Refúgio
As fotografias são os registros prediletos, são inúmeras.
Cada um com a sua mochila nas costas, alguns mantimentos e muita vontade de se divertir..
..alguns atritos até que acontecem vez ou outra, mas, nada que venha a abalar -tanto- as estruturas.
A verdade que existe, no silêncio, no frio, nos abraços.
A verdade que existe na bagunça, na hora da 'organização'..
..nos banhos de mar, nas piadas sem graça, nos momentos nostalgia, nas gargalhadas.
É assim que eles são, 'adultos' que quando juntos são somente eles, jovens, adolescentes, são crianças. Ouvindo música, falando sobre filmes ou qualquer outra coisa.
Brincando de sete pedrinhas na chuva. Cozinhando, tomando umas.. muitas. -srs-
Crianças??
Adolescentes??
Adultos?!!
Sei lá.
Quando estão juntos eles são só amigos.. Amigos!!
As baterias são lindamente carregadas.
Eles são de verdade. Personalidades tão diversas, que são somadas.
Eles são amigos.
Novamente despedem-se, quando terão outra oportunidade?!!
Sentem o vento batendo no rosto... é a brisa que vem do mar.
Sim, qualquer lugar é lugar se estiverem juntos.. Só que Bororolândia, é o reino, é o refúgio.
Ao abrir a porta de manhãzinha, é o marzão que está lá fora!!
A verdade que existe, no silêncio, na saudade que da quando chega a hora de ir embora.
Eles são amigos.
Que venham nos filhos, 'filhados', sobrinhos.. Que venham e que sejam um pouquinho do que fomos, do que somos. De verdade!
O que é sentido, 'sentimentado'. Amado e ou detestado. Do jeito que sou. Tudo por.. Allan Neves
quinta-feira, dezembro 08, 2011
domingo, novembro 20, 2011
Signo
Um dia depois de melancolias mil, de choros internos, de febres serenas de.. [ .......... ]
..de.. esquecimentos!
Ele parou, simplesmente desistiu. Morria pouco a pouco, todos os dias. Mais que os outros.
Sonhava demais, algo relacionado ao signo, isso, ele leu em algum lugar...
Ninguém era como ele.
Sua inteligência era burra, isso é o que era interessante... Sua "inteligência burra", sua falta de interesse nas coisas que ''deveriam interessar''.
Os seus olhos brilhavam, as lágrimas lhe viam com tal facilidade que as vezes lhe chegavam a assustar...
..era por causa de uma canção, pelo por do sol, pelo abraço de um amigo.. por causa dos seus planos mal planejados.
Ele sofria quando via mais um dia acabar, ele temia o dia seguinte.
Escreveu canções, deixou a barba e os cabelos crescerem, e raspou tudo. Era uma forma de livrar-se de si mesmo, era uma forma de tentar não se reconhecer..
Ele sorria e fazia os outros rirem. Isto, algo que era inerente a ele, ele só era assim. As vezes não pensava direito no que diria, só falava.. muitas vezes surtia um efeito inesperado, inspirava-se em algo solto, quase sempre em nada.
Pensava as vezes em filhos que poderia ter, nos amores, num futuro. Acho que nunca quis realmente "construir'' um futuro, creio que os teus sonhos eram na realidade, interrogações ou meras reticencias!! ..
Ele era uni, nunca soube viver. Errou tanto, sabendo.. E acertou muito também, sem saber.
Ele só foi!
Era 'gigante', tinha o signo mais plural de todos, o mais singular. Ele era o signo.
Quis adormecer a sua alma. Adoecer. Quis.. Quis!
Deitou-se na cama, deixando o vidro de sonífero vazio sobre o criado mudo, ao lado de um copo de vidro no qual diluiu uma quantidade de raticida. Havia um jarrinho com flores, flores de plástico brancas. Olhou as fotografias na parede, alguns recortes de revistas, lugares que nunca fora, haviam também fotos dos seus amigos, dos seus seus..
Não sei dizer exatamente qual a idade dele, sei que era jovem, devia ter mais ou menos a mesma idade que eu, poderia ser eu..
As flores sumiam, pouco a pouco.. E o frio...
Lembrou do mar, dos finais de tarde solitárias em que observava o sol se escondendo atrás do oceano. E mergulhou.
Um dia depois de melancolias mil, de choros internos, de febres serenas de.. [ .......... ]
..de.. esquecimentos!
Ele parou, simplesmente desistiu. Morria pouco a pouco, todos os dias. Mais que os outros.
Sonhava demais, algo relacionado ao signo, isso, ele leu em algum lugar...
Ninguém era como ele.
Sua inteligência era burra, isso é o que era interessante... Sua "inteligência burra", sua falta de interesse nas coisas que ''deveriam interessar''.
Os seus olhos brilhavam, as lágrimas lhe viam com tal facilidade que as vezes lhe chegavam a assustar...
..era por causa de uma canção, pelo por do sol, pelo abraço de um amigo.. por causa dos seus planos mal planejados.
Ele sofria quando via mais um dia acabar, ele temia o dia seguinte.
Escreveu canções, deixou a barba e os cabelos crescerem, e raspou tudo. Era uma forma de livrar-se de si mesmo, era uma forma de tentar não se reconhecer..
Ele sorria e fazia os outros rirem. Isto, algo que era inerente a ele, ele só era assim. As vezes não pensava direito no que diria, só falava.. muitas vezes surtia um efeito inesperado, inspirava-se em algo solto, quase sempre em nada.
Pensava as vezes em filhos que poderia ter, nos amores, num futuro. Acho que nunca quis realmente "construir'' um futuro, creio que os teus sonhos eram na realidade, interrogações ou meras reticencias!! ..
Ele era uni, nunca soube viver. Errou tanto, sabendo.. E acertou muito também, sem saber.
Ele só foi!
Era 'gigante', tinha o signo mais plural de todos, o mais singular. Ele era o signo.
Quis adormecer a sua alma. Adoecer. Quis.. Quis!
Deitou-se na cama, deixando o vidro de sonífero vazio sobre o criado mudo, ao lado de um copo de vidro no qual diluiu uma quantidade de raticida. Havia um jarrinho com flores, flores de plástico brancas. Olhou as fotografias na parede, alguns recortes de revistas, lugares que nunca fora, haviam também fotos dos seus amigos, dos seus seus..
Não sei dizer exatamente qual a idade dele, sei que era jovem, devia ter mais ou menos a mesma idade que eu, poderia ser eu..
As flores sumiam, pouco a pouco.. E o frio...
Lembrou do mar, dos finais de tarde solitárias em que observava o sol se escondendo atrás do oceano. E mergulhou.
terça-feira, novembro 01, 2011
Sobre flores...
Gérberas são as suas flores prediletas, elas fazem lembrar sua
infância, sua casa, sua vida...
Sua avó a quem chamava de mãe, também adorava essas flores, ela
costumava dizer, que eram as flores que traziam as cores mais vivas e que elas
alegravam verdadeiramente a sua casa. –Adoro essas flores- dizia ela.
Quando sua avó faleceu estava com 17 anos, cuidou de tudo, com o
maior capricho, sem derramar uma lágrima. Arrumou-a com o vestido verde, bem
clarinho, penteou-lhe os cabelos, arrumou as flores ao seu redor, gérberas é
claro, amarelas e vermelhas... Não passou perfume. Foi até o quarto,
pegou na terceira gaveta de cima para baixo da penteadeira, um terço de madeira
antiiigo, que ela ganhara da mãe no dia de sua primeira comunhão, aos onze anos
de idade, e entrelaçou-o entre os dedos dela, beijando-lhe em seguida as mãos, que traziam as marcas do tempo.
Quando terminou, parou enfrente ao caixão deu um suspiro profundo, só então caiu em si,
sentiu o frio mais gelado que poderia ter sentido, arrepiou-se.
Sentiu os pingos do pranto silencioso, molharem a sua
camisa de listras, pretas e brancas.
Hoje ao lembrar-se daquele momento, é como se tivesse voltado no
tempo...
...aquela dor. Aquela dor!
Seus filhos também adoram flores, apesar da pouca idade, ambos, a
Clariza e o Ariel ajudam no que podem, são crianças atenciosas, sensíveis,
talvez seja o ambiente ou o amor, talvez os dois, creio eu, fazem com que sejam
crianças serenas.
As vezes ao fechar os olhos, Lourenço quase sente o abraço, o cheiro de D. Ersília.. Viúvo desde o parto complicado que, pois fim a vida de sua companheira Agnes, e
trouxe ao mundo, a pequena Valentina, hoje com dois anos e meio de vida, ele
segue sempre com um sorriso no rosto. -Meu pranto é meu- é o que ele diz.
Mas, mesmo assim, julga-se feliz.
Em sua floricultura, os lírios, as rosas, as flores do campo, os
antúrios, os copos de leite, as hortências, os crisantemos, as orquídeas, todas as flores tem a sua atenção, mas, as gérberas...
segunda-feira, outubro 31, 2011
Aos meus..
Aos meus amigos, dedico o meu eu.
Meu eu muitas vezes incompleto, cheio de vazio, descrente, descontente!
Dedico também o meu sorriso alegre por vê-los, por tê-los.
Dedico a minha preocupação. A minha forma equivocada de ver e perceber as coisas ao meu redor.
Dedico a meu abraço, se houver.
A minha lágrima, se vier..
O meu ombro amigo, se precisar..
Minhas canções prediletas para que possam me encontrar... Dedico também o meu silêncio gritado, calado.
Dedico o meu som, batida descompassada do meu coração.
Por fim, aos meus amigos, dedico a minha amizade condicional, medida, coerente, consequente.
Aos meus amigos dedico a minha amizade!
Bjus, abraços e apertos de mão..
quinta-feira, outubro 27, 2011
Era
Um dia ele acorda e tudo o que era ele, já era.
Sente que não faz mais parte daquele mundo, prefere manter-se mudo
imóvel, estático.
Fecha os olhos tentando conter as lágrimas que teimam em rolar por sua
face, é ele e ele, mesmo assim tenta com todas as forças manter o disfarce.
Essa força, definitivamente não lhe cabe, creio que.. Nunca lhe coube.
O som mudo.
Flores, mortas.
Teto, céu.
Sim.. Só.
A oração, que aprendeu com sua mãe quando criança é a única coisa que o
alimenta. É o que sustenta a sua alma.
Essa dor, esse arrependimento.
Esse não, que ecoa na sua cabeça. Parece uma sirene, microfonia,
grito.
Se era amor, por que dizer não??
Se era amizade, por que dizer não?
Se era de verdade, porque dizer não?!
Será que foi só covardia, medo?!!
Só isso?!
Um dia ele acorda e tudo o que ele era ou poderia ser, já era.
Todo o pouco que ele havia construído, ruiu.
Fecha os olhos tentando conter as lágrimas que teimam em rolar por sua
face. Mesmo assim elas rolam.
Tenta dormir, na esperança de esquecer. Mas, e os sonhos vivos?
Pensa em tentar, em ligar. Pensa em querer, pensa em pensar.. Só pensa..
Olha pra trás na esperança de tocar no seu passado como de fosse algo
palpável, além das fotografias. Suas pausas no tempo. Só que, nada..
Colhe então a solidão que plantou..
Uma análise pessoal
Eu acho que o amor é um sentimento da alma..
O corpo não ama, o corpo não sabe sentir amor..
Paixão, paixão define corpo, carne...
...paixão é visceral é suada..
Amor é calma, é suave, é doce...o amor é tão suave que não se ouve, só se sente como..um perfume leve floral, é branco, brando.....
A paixão é rubra é..quase roxa.
Paixão é necessária!
Amor quando é de verdade, indispensável!... E persiste, e insiste em viver mesmo depois do fim, mesmo se alguém vier a morrer....
A paixão é um raio, é..uma tempestade, pode até demorar, mais vai passar!
O amor é choro silencioso, um esboço de sorriso a qualquer momento do dia..
A paixão é pranto, gargalhadas, e mais, mais...
Há quem prefira carne, corpo, pranto e ou gargalhadas
E... quem realmente queira calma, alma, perfume...sorriso...
O corpo não ama, o corpo não sabe sentir amor..
Paixão, paixão define corpo, carne...
...paixão é visceral é suada..
Amor é calma, é suave, é doce...o amor é tão suave que não se ouve, só se sente como..um perfume leve floral, é branco, brando.....
A paixão é rubra é..quase roxa.
Paixão é necessária!
Amor quando é de verdade, indispensável!... E persiste, e insiste em viver mesmo depois do fim, mesmo se alguém vier a morrer....
A paixão é um raio, é..uma tempestade, pode até demorar, mais vai passar!
O amor é choro silencioso, um esboço de sorriso a qualquer momento do dia..
A paixão é pranto, gargalhadas, e mais, mais...
Há quem prefira carne, corpo, pranto e ou gargalhadas
E... quem realmente queira calma, alma, perfume...sorriso...
....
Quantos tantOS
Quantos tantos mais
Passaram por mim, passaram de mim?
Quantas tantas flores
Já morreram assim, já chegaram ao fim?
Qual a idade do amor?
Será que o vento tem cor?
E o tempo, será que sente dor?
Às vezes fico assim
Querendo algo pra mim
E me fazendo perguntas
Querendo alguém pra responder
A todas as perguntas que não consigo deixar de fazer
Sobre o cheiro da liberdade...
Qual é o gosto da saudade?
Se há brilho nos olhos da dor, será que ela sente amor?
Parar de ficar parado
Seguir o caminho mais complicado
Procurar os obstáculos mais difíceis
E superar, e ultrapassar
Encontrar outros como eu
Que sonhem e que queiram buscar
Novas montanhas, novos lugares ou outros mares
Outras nascentes e tempestades
Mais sem deixar de procurar as respostas
Sem deixar de perguntar
Qual a cor da dor?
Será o tempo já chorou?
Qual a idade da saudade e se ela já amou de verdade?
O amor é mesmo pra poucos?
Será que o tempo é cruel com todos?
E a estrada, nunca acaba?
Se o universo não é só a nossa casa...
Se não é perigoso viver..
Se o remédio não é mesmo morrer..
Quem sabe onde está a resposta?
Será que alguém pode me explicar, o porquê de tanta maldade?
Se é tão mais belo celebrar...
Porque as pessoas não se permitem amar?
Não consigo deixar de perguntar, de querer saber,
o porquê as pessoas sempre preferem magoar e sofrer?!!
Porque não só amar, me diz, porque?
É tão complicado, e tudo sempre complicando
Eu aqui só perguntando, perguntando
E Deus
Será que vê, será que vê?
E Deus
Será que vê, e você crê?
Quantos tantos passaram, passaram?
E quantos tantos ramalhetes morreram, morreram?
Sem crer, sem crer, sem crer
Parar de ficar parado
Seguir o caminho mais complicado
Procurar os obstáculos mais difíceis
E superar, e ultrapassar
Encontrar outros como eu
Que sonhem e queiram buscar
Novas montanhas, novos lugares e outros mares
Outras nascentes e tempestades
Mais sem deixar de procurar as respostas
Sem deixar de perguntar...
Deus!!!
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