quinta-feira, agosto 09, 2012


Angelus

Eu o observo de longe. É sim, só mais um na multidão.. eu o vejo.

Os óculos já não o ajudam como antes, ele quase não enxerga, ele corre perigo. Eu o protejo.
Eu sussurro em seu ouvido qual a melhor direção.
Sou meio que.. sua 'fonte de inspiração', sou sua fonte. As lágrimas que ele derrama através da caneta, são minhas.. a dor que que ele transmite de forma tão latente é minha, também.
Ele é quase um amigo, é uma especie de anjo que eu escolhi pra cuidar. Ele me protege e eu, sou ele.-risos- Até eu me confundo as vezes .. 
É abstrato demais, está além de mim. 
Eu o respeito e ele me respeita. É um amor que existe, e só. 
Sou quase o seu eu, sou quase sua sombra. Velo o seu sono..

Realmente não há nada de mal no seu modo de vestir andar, falar ou ser.. ele é, e só..! 
Ele é o meu sofrimento.. Eu sou a sua alegria, protejo-o de si mesmo e tento mostrar-lhe qual o melhor caminho a seguir.. é que os óculos ja não o ajudam como antes, ele corre perigo. Eu o protejo!
Sou a sua fonte, sou a dor que ele transmite de forma tão latente, doida e doída. 
Não há nada de mal na sua solidão. Ele me parece feliz, as vezes..

De perto eu o observo, mas, mantenho a distancia necessária. É respeito.

No último natal, escrevemos sobre o amor.
No seu último aniversário também, escrevemos o sobre amor.

Ele olha para o mar como se nunca o tivesse visto, isso me encanta..Não é um simples fascínio é devoção.
Olho para dentro dos seus olhos e sinto medo. Ele é vazio.. eu o abraÇo
É o amor que existe. E só.


Não há nada de mal na 'solidão'..

É uma necessidade, um aniversário só..
..um natal só.
Eu o observo de longe. É sim, só mais um na multidão.
Está tudo bem!
Os óculos já não o ajudam como antes? Eu o protejo.

Sou quase o seu eu, sou quase sua sombra. Velo o seu sono..


sexta-feira, julho 13, 2012

aQUELE 'Um'



Ele pede perdão.
Perdão, por sentir de verdade aquele amor, que sabe, jamais será correspondido.
Perdão, por tentar todos os dias, matar aquele sentimento que só cresce. 
Perdão.


Grita -PERDÃO- calado! 
Reconhece ao 'olhar no espelho, aqueles olhos vermelhos..
É ele. Aquele, é ele. 
O que quer, o que sente o que toca.. O que realmente ama!


Tentou perdoa-se. 
Tentou dizer, não, quando fora chamado.
Tentou viver paixões, tentou sentir outros corpos. Tentou, sentiu.. 
Mas, e o amor?!!!


O amor que emburrece.. o amor, que machuca??!
Ele está ali, ele permanece ali, ele é raiz... Ele é erva daninha, é dor.. 
Sofreu! Tanto quanto ou mais.


Já não há um mundo seu..
Já não há mais um "eu"!
Já não existe nenhum caminho que não o leve para.. o seu bem.
Que deveria fazer-te, -só- bem... 
E fazia.. E faz.. 
Bem, mesmo que por algumas horas.. 
..por minutos.. por milésimos de milésimos de frações de curtos segundos.

Não.
Não ouve perdão, e nem haverá!
Perdão por sentir-se humilhado, por amar quem não o ama.
Perdão por desejar todos os dias quem ''não o deseja''.
Perdão, por não saber dizer não. 
Perdão, por amar!
Perdão por pedir perdão!!


Não haverá.


Novamente, entrega-se ao cheiro, aos beijos, as carícias aos abraços. Entrega-se ao desejo.


Murmuras: perdão... perdããoo.
Olha para o seu amor e o ama mais- uma- vez...









sábado, julho 07, 2012

??' !


As vezes falo demais-quase sempre-. 
As vezes me calo demais. 
As vezes acho que se disser o que penso posso magoar. 
Algumas vezes prefiro magoar e ajudar.. Mas, sera que eu realmente ajudo? 
As vezes sou menos demais. 
As vezes eu sou mais ou menos mais. 
As vezes amo, as vezes odeio amar. Me canso! 
Mais ou menos forte..
Mais ou menos feliz, mais ou menos eu! 
Sigo. 
Sei quem esta comigo e vivo!



quinta-feira, maio 03, 2012

Point'' .



Vestiu luto
Enterrara o seu amor, enterrou-se
Enterrou a canção..
Enterrou o coração e o sorriso.
Deixou o todo no passado. 
E as fotografias??! Foram queimadas, estavam queimadas!
As lágrimas lavavam os olhos..
Os dias foram enterrados também!


E os sonhos? Sonhos!!?
Negava o viver
Negava-se 
Não queria mais ser!


Enterrara o seu amor, enterrou-se
Janelas fechadas. 
Como companhia, a sombra na parede. E quando a vela acabar?!
O silêncio e a escuridão... Faça-se a festa!!


Faça-se o absurdo! 
Silêncio, escuridão
Quando a vela acabar...


Quando a vida voltar
Quando findar o luto
Quando a vela acabar


Quando o dia for claro
Quando o sorriso brotar juntos com as lágrimas.. 
Talvez seja alegria. Talvez volte alegria.


Aí as janelas se abrirão
A melancolia dará lugar a melodia, som do coração.. E o riso.. O riso!
Ah.. faça-se a festa!!


O amor se tornará amor novamente.. aí, outros estarão de luto. 


A eternidade será agora, de mãos dadas.. felicidade plena
Sem ponto final



quinta-feira, março 22, 2012

Amor e música/música e amoR''


A música me faz dizer, me faz pensar, me faz ser..
Me cala!
Ela faz de mim, movimento...lembrança, aflora a minha dor, a raiva. Me transforma em amor.

Me faz enxergar o cinza no azul, paraíso no meu inferno, em oásis deserto, lágrimas em sorrisos.. 
Faz de mim enigma, eco!!
Faz com que o eu mais sensível, torne-se cruel, vil. Irreal.
Tira do eu mais triste.. sorriso, sensualidade, certeza, dualidade!
Faz de mim o pai mais devoto, o cristão mais fervoroso, a mulher mais desejada, faz de mim a mãe das mães... Transforma-me em nada"!

Ela me faz compreender o tempo, a velocidade, a ideia, o abraço, o beijo, o sexo..
O olhar.
O foco, o todo!
Faz de mim a mais remota e imperceptível vírgula, a interrogação mais simpática, a exclamação mais atroz, faz com que eu me reconheça nas mais sensíveis e dolorosas reticências.

A música faz de mim algo que nem sei..
Talvez, fraga o eu mais real, mais crível! 
Só sei que eu me encontro, me desconheço. É o meu eu mais verdadeiro.



sábado, fevereiro 25, 2012

inabstratO'''


Me invento a cada hora a cada segundo.. sempre e mais.
Num desequilíbrio absurdo, 'inabstrato'
Sou um porto seguro que nada aporto,
que de tudo me desfaço.. fico a deriva, solto na tempestade.


Sem cautela em fração de segundos tento buscar as palavras corretas,
na intenção de não ferir de não magoar.
Tento achar as palavras certas para compor o refrão harmonioso com simetria perfeita.. Compatível com o meu momento com o que eu vi, sei ou imagino.. Me comovo.


Falo sobre um amor, crio novas fábulas, elejo mitos
Falo sobre os beijos, os olhares e sobre os.. até mais/adeus
Convivo de forma saudável e solúvel com os meus amores, cartas rasgadas, fotos queimadas e com a lembrança do último abraço..
Sem pretensão. 
Absorvo do nada, do todo, dos outros. Exponho! Agradeço.


Sorrido.
Sentimentado. Sentido. 
Envolto. Sofrido.
Me invento a cada hora a cada segundo.. sempre e mais.
Falo sobre um amor, crio novas fábulas
Sou um porto seguro que nada aporto
Convivo de forma saudável e solúvel com os meus amores, cartas rasgadas, fotos queimadas e com a lembrança do último abraço..


Calo-me ainda sim, me exponho.


 Fico a deriva, solto na tempestade.





segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Canção ou poesia...


Fez da alegria uma canção
Escondeu-se em poesias
Vestiu-se com lágrimas e com sorrisos 
Fantasiou amores, acreditou de verdade nas suas próprias mentiras..
Disse não quando quis o sim


Eis ali o beijo...
..o beijo nos lábios do sei bem


Ultrapassou os limites
Criou novas regras
Feriu, matou


Apresentou tristeza a alegria e sorriu tristemente..
Ele fazia aquilo com maestria, sofria.
Despiu-se dos seus pudores, dos seus poderes, dos seus podres devaneios, das suas pobres melodias, e caiu!


Bebeu, fumou, morreu. 


Quando abriu os olhos, o céu estava cinza
o seu coração ainda batia e então ele pensou,
eu ainda sinto amor.


E voltou a derramar-se eu em suas folhas em branco
Criando amores para si.



segunda-feira, janeiro 09, 2012

...!

As vezes amar pode ser doloroso, as vezes tomar topada pode ser doloroso. 
Eu vivo evitando tomar topadas. Dói!
Só que as vezes é inevitável.

As pedras estão onde menos espero -espero?-..
Estou tomando o meu coração de volta.




terça-feira, janeiro 03, 2012

Ao ReflexO..

A sua inconstância é o que incomoda.
Conseguia sorrir, beber, beijar, e chorar. Tudo quase que ao mesmo tempo.. 
..pensar em absolutamente nada e em tudo. Tudo.
Das contas, aos amores, dos desafetos -na verdade estes não existiam-, as dores dos seus.
Pensava no deserto, na casa do campo... Pensava em si.
Escrevia milhares de textos, imerso na sua solidão. 
Rabiscou poemas e rasgou. Falou sobre demônios e perfumes, falou sobre a cegueira e sobre o cansaço, depois rasgou tudo. Num misto de ira, desespero e respirou, respirou profundamente.
A sua inconstância, era "tudo" e tudo isso era você, um você perdido.


Senti pena..


Quase se entregou ao mar. Os teus óculos coloridos davam-lhe um ar, como posso dizer?! De mais um perdido.
O que ele queria dizer?
O que ele queria ser?!
Eu o observava, mais e mais, e não compreendia, ele é quase uma moldura sem foto, ele é um quadro vazio.
Me encanta, me assusta!
Se eu o olhar de longe chego a desejá-lo. Olho os teus olhos, de longe brilham, brilham.
Paro, reparo os teus lábios... 
Ouso me aproximar, e noto que o brilho nos olhos são na realidade, lágrimas que tenta conter.
E as coisas que ele diz, quando diz. Da onde é que vem?!
Eu acredito!


Quem é ele?! Penso em abraçá-lo. Sei que ele precisa e eu preciso muito também! Só que quanto mais eu me aproximo, mais ele se afasta!
Às vezes sinto medo, medo da sua inconstância do seu jeito sorridente, da morte que sorrateiramente dança a sua volta, e a vida.
Tenho medo da sua solidão, das tuas palavras.
Tenho medo da sua serenidade!!


Eu o amo, quase odeio.. Mais ainda quero abraçá-lo, eu quero. Eu sei que ele precisa!